Justiça manda condenada indenizar em mais de meio milhão pais de crianças mortas por envenenamento
23/06/2026
(Foto: Reprodução) Mulher é condenada por envenenamento de crianças no Maranhão
A Justiça determinou o pagamento de mais de R$ 810 mil em indenizações por danos morais aos pais das duas crianças que morreram após comerem um ovo de Páscoa envenenado em Imperatriz (MA). Jordélia Pereira Barbosa foi condenada a 66 anos de prisão em regime fechado pela morte das vítimas, sem direito de recorrer em liberdade.
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O caso ocorreu em abril de 2025. As vítimas foram Luiz Fernando Rocha Silva, de 7 anos, e Evellyn Fernanda Rocha Silva, de 13, que morreram após ingerirem o chocolate envenenado.
Mírian Lira Rocha, mãe das crianças, que também consumiu o doce e chegou a ficar internada na UTI por vários dias, deverá receber indenização equivalente a 100 salários mínimos, cerca de R$ 162,1 mil.
Já os pais das vítimas, Mírian Lira e Antônio Alves Barbosa Filho, terão direito, juntos, a uma indenização de 400 salários mínimos, o que corresponde a aproximadamente R$ 648,4 mil.
DESFECHO DO CASO: Justiça condena mulher que matou crianças envenenadas com ovo de Páscoa no Maranhão
Jordélia Pereira Barbosa foi condenada por envenenar ovo de Páscoa e matar dois irmãos no MA
Reprodução
O ovo de Páscoa que as crianças comeram continha chumbinho - um pesticida usado clandestinamente no Brasil para matar ratos. De acordo com a denúncia, Jordélia enviou o doce à casa de Mirian por meio de um mototaxista.
Segundo o Ministério Público do Maranhão (MPMA), o crime foi motivado por ciúmes e vingança. Jordélia era ex-namorada do então companheiro de Mirian. O crime aconteceu em abril de 2025, em Imperatriz.
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A condenação
Mulher que matou crianças com ovo de páscoa envenenado é condenada
A denúncia foi formulada pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) e aceita pela 3ª Vara Criminal de Imperatriz. A acusação é formulada pela 8ª Promotoria de Justiça de Imperatriz, cujo titular é o promotor de Justiça Tiago Quintanilha Nogueira. As investigações apontaram que Jordélia enviou chocolates contaminados com chumbinho para a família de Mírian Lira Rocha.
Durante as investigações, a polícia concluiu que o crime foi premeditado. Jordélia teria viajado de Santa Inês a Imperatriz, hospedou-se em hotel com nome falso e contratou um motoboy para fazer a entrega. Os ovos de Páscoa foram acompanhados de um bilhete: “Com amor para Mirian Lira. Feliz Páscoa!!!”.
Ao ser presa em Santa Inês, a polícia encontrou com Jordélia Pereira com perucas, restos de chocolate em bolsas térmicas e um bilhete de ônibus.
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Durante o julgamento, os jurados reconheceram que Jordélia cometeu tentativa de homicídio qualificado contra Mirian, por motivo torpe, uso de veneno e dissimulação. Segundo a decisão, a morte da vítima só não ocorreu porque ela recebeu atendimento médico rapidamente.
Em relação às duas crianças, o júri reconheceu o crime de duplo homicídio qualificado. Foram consideradas as qualificadoras de motivo torpe, uso de veneno, dissimulação e o fato de as vítimas serem menores de 14 anos.
Durante a investigação, a Justiça considerou que não há sinais de que Jordélia Pereira não possa responder pelos próprios atos. Ela foi acusada de duplo homicídio e de tentativa de homicídio.
Em depoimento, Jordélia admitiu que comprou o ovo de chocolate e enviou à Miriam Lira, uma das vítimas, mas negou que teria envenenado o doce e atribuiu a culpa a terceiros. A versão foi considerada infundada pela Justiça.